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porque o flamengo não jogou a libertadores de 88

A ausência do Flamengo na Copa Libertadores da América de 1988 permanece como um dos capítulos mais controversos e amargos da história do clube e do futebol brasileiro. A decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de vetar a participação rubro-negra, campeão brasileiro de 1987, gerou uma onda de indignação e questionamentos que reverberam até os dias de hoje. Este artigo busca explorar os motivos por trás dessa decisão polêmica, suas consequências e o legado que ela deixou no imaginário do torcedor flamenguista.

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A Tempestade Perfeita: Entendendo o Contexto de 1987

Para compreender a exclusão do Flamengo da Libertadores de 1988, é crucial revisitar o turbulento Campeonato Brasileiro de 1987. Aquele ano foi marcado por uma crise financeira generalizada no futebol nacional, que culminou na criação da Copa União, organizada pelos 13 maiores clubes do país, incluindo o Flamengo.

A CBF, inicialmente, tentou organizar o campeonato, mas a falta de recursos e a insatisfação dos clubes a levaram a delegar a organização para o Clube dos 13. O regulamento previa que os dois primeiros colocados da Copa União (Flamengo e Internacional) enfrentariam os dois primeiros colocados do Módulo Amarelo (Sport e Guarani) em um quadrangular final para definir o campeão brasileiro.

No entanto, Flamengo e Internacional se recusaram a disputar o quadrangular, alegando que já haviam cumprido o regulamento ao vencerem a Copa União. A CBF, então, declarou o Sport como campeão brasileiro de 1987.

A Decisão da CBF: Uma Controvérsia Sem Fim

A decisão da CBF de impedir o Flamengo de jogar a Libertadores de 1988 foi altamente controversa e teve um impacto significativo no futebol brasileiro. Ela expôs as profundas divergências entre a CBF e os clubes, a falta de organização no futebol nacional e a fragilidade das regras e regulamentos.

Oficialmente, a CBF justificou a exclusão do Flamengo alegando que o clube não havia cumprido o regulamento do Campeonato Brasileiro ao se recusar a disputar o quadrangular final. A entidade máxima do futebol brasileiro argumentava que o Flamengo não poderia ser considerado o campeão brasileiro legítimo, já que não havia participado da etapa final do torneio.

No entanto, muitos questionaram a legitimidade dessa decisão. A alegação de que o Flamengo não cumpriu o regulamento era contestada, uma vez que o clube argumentava ter cumprido o regulamento da Copa União, que era o torneio que havia sido acordado com a CBF. Além disso, a decisão da CBF de declarar o Sport como campeão gerou ainda mais controvérsia, alimentando a rivalidade entre os clubes e dividindo a opinião pública.

O Impacto e o Legado da Ausência

A ausência do Flamengo na Libertadores de 1988 foi um duro golpe para o clube e para sua torcida. O time, que contava com craques como Zico, Bebeto e Renato Gaúcho, era considerado um dos favoritos ao título continental. A impossibilidade de disputar a competição frustrou as expectativas e privou o Flamengo de buscar mais um título internacional.

Além do impacto esportivo, a exclusão da Libertadores de 1988 também teve consequências financeiras para o clube. A participação na competição renderia ao Flamengo importantes receitas de bilheteria, patrocínio e direitos de transmissão. A ausência na Libertadores, portanto, representou uma perda significativa para os cofres do clube.

Apesar dos anos que se passaram, a ferida da ausência na Libertadores de 1988 ainda não cicatrizou completamente. O episódio permanece como um lembrete da fragilidade do futebol brasileiro e da importância de se ter uma organização clara e transparente.

O Flamengo na Libertadores Hoje: Olhando para o Futuro