O nome Rogério JB, inevitavelmente, evoca imagens complexas e controversas no imaginário carioca e brasileiro. Ligado ao submundo do Jogo do Bicho, um universo permeado por violência, poder e disputas acirradas, Rogério JB se insere em um contexto histórico de famílias tradicionais que controlam essa atividade ilegal há décadas. Este artigo busca explorar a figura de Rogério JB, contextualizando sua trajetória dentro da complexa teia do Jogo do Bicho, e analisando os desdobramentos da guerra pelo poder que assola esse cenário.

Um Legado Sombrio: A Conexão com Maninho e a Violência
A notícia da morte do pecuarista Rogério Mesquita, atingido por três tiros, reacendeu a discussão sobre as relações perigosas que permeiam o Jogo do Bicho. A ligação de Mesquita com o bicheiro Maninho, para quem administrava um sítio, demonstra a intrínseca conexão entre a atividade e a violência. A morte de Mesquita, embora não diretamente ligada a Rogério JB, ilustra o ambiente de risco constante que cerca aqueles que se envolvem com o Jogo do Bicho, seja em posições de liderança ou em funções auxiliares.
A história do Jogo do Bicho é marcada por assassinatos, atentados e uma disputa incessante pelo controle das bancas e territórios. A “guerra dos caça”, como é frequentemente referida pela mídia, é uma realidade brutal que se manifesta em emboscadas, execuções e um clima de terror constante. A busca pelo poder e a ambição por expandir o controle sobre o lucrativo negócio alimentam essa violência, transformando o Rio de Janeiro em um palco de conflitos sangrentos.
A Herança de Castor de Andrade e a Eterna Disputa Familiar
A figura de Castor de Andrade, um dos mais notórios bicheiros da história do Rio de Janeiro, paira como uma sombra sobre o Jogo do Bicho. Após sua morte, a disputa pelo espólio e pelo controle do negócio se intensificou, desencadeando uma “guerra pelo espólio de Castor de Andrade” que se arrasta por quase duas décadas. Famílias tradicionais, como os Andrade e os Garcia, se enfrentam em uma batalha implacável pelo poder, utilizando todos os recursos disponíveis, incluindo a violência e a corrupção.
A “guerra pelo comando do Jogo do Bicho” não é apenas uma disputa por dinheiro e poder. É também uma luta por prestígio, respeito e pela manutenção de um legado familiar construído sobre a ilegalidade e a exploração. As novas gerações, herdeiras dessa tradição, continuam a perpetuar o ciclo de violência e corrupção, alimentando a máquina do Jogo do Bicho e desafiando as autoridades.
Rogério Andrade e a Justiça: Um Capítulo da Saga
A Justiça brasileira tem se esforçado para combater o Jogo do Bicho e desmantelar as organizações criminosas que o controlam. A decretação da prisão de Rogério Andrade, apontado como um dos líderes do Jogo do Bicho, representa um importante passo nessa luta. No entanto, a complexidade da rede criminosa e a influência que ela exerce sobre diversos setores da sociedade dificultam a erradicação completa da atividade.
A “Operação no Rio fecha pontos do jogo do bicho de R” demonstra a persistência das autoridades em combater a atividade ilegal. No entanto, o Jogo do Bicho se adapta e se reinventa constantemente, utilizando novas tecnologias e estratégias para burlar a fiscalização e manter o controle sobre o negócio. A “Operação contra jogo do bicho no Rio prende 50 pessoas ligadas” ilustra a extensão da rede criminosa e a dificuldade em desmantelá-la completamente.
A Nova Cúpula e a Expansão Territorial: A Guerra pela Zona Sul